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V – Almoço/Convívio – 2016 – deficiente-forum/UDF


Local: Cascais/Sintra
Restaurante: Restaurante "O Areias" em Talaíde. GPS  N-38,7343; W-9,31400   

Rua dos Fundadores N 97-A Talaíde

2785-797 Talaíde

Data: 22 de Outubro de 2016
Hora: 12:30h (meio dia e trinta minutos)
Data limite para inscrições: 30 de Setembro de 2016
Preço: adulto €12,50; criança 5 a 9 anos € 6,00 

Pode fazer inscrição aqui: http://www.deficiente-forum.com/convivio-de-deficientes/convivio-73301/msg107733/?topicseen#msg107733

Ponto de encontro: Pelas 11h00 no exterior do edifício

Locais de Estacionamento: Parque no Restaurante.

Serviço Buffet

Ementa

Bacalhau e polvo á lagareiro, bacalhau c natas, panados, lasanha, leitão de Negrais, carnes grelhadas (várias) e carnes assadas; frios, frutas e mesa de doces.

Bebidas incluídas e à descrição durante  refeição: águas, refrigerantes, sangrias, cerveja, vinhos da casa e café


-O edifício é acessível

PS: Este Tópico será actualizado caso se justifique, por isso não deixem de consultar com alguma regularidade.

Contamos contigo! Inscreve-te em resposta a este tópico!

 

 

 

Governo prevê que prestação Social Única para a deficiência arranque até junho

 

 

03 de MARÇO de 2016

A secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Nunes, disse que o Governo pretende criar durante o primeiro semestre do ano a prestação social única na área da deficiência.
 

 


Júlio Lobo Pimentel / Global Imagens
Lusa

"Estamos empenhadamente a trabalhar para a criação, ainda durante o primeiro semestre de 2016, de uma prestação social única na área da deficiência, que possa combater a pobreza e combater a exclusão social nesta área ", disse.

Ana Sofia Nunes falava na inauguração das novas instalações da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) da Covilhã, no distrito de Castelo Branco, um empreendimento que implicou um investimento global de 2,5 milhões de euros.

Durante a cerimónia, a secretária de Estado lembrou que, no que concerne a apoios e prestações sociais, a resposta às pessoas com deficiência "ficou para trás", pelo que assumiu o compromisso de trabalhar para resolver essa questão.

"Conseguimos criar apoios sociais em diversas áreas que combateram outras dificuldades e outros males da nossa sociedade, mas esta ficou por resolver. Portanto, por ela [criação da prestação social única], também trabalharemos", sublinhou.

Ana Sofia Antunes vincou ainda o trabalho que está a ser feito para que em termos de candidaturas comunitárias se possam dinamizar o mais possível "soluções que privilegiem a autonomização e a vida nas melhores condições de independência do cidadão com deficiência".

Entre os objetivos do Governo para esta área está também o da diminuição da taxa de desemprego que, no que às pessoas com deficiência diz respeito, é duas vezes e meia superior à média global do país.

"Daí que tenhamos como principal prioridade encontrar formas de abrir a comunidade empresarial, e também dando o exemplo por parte das entidades públicas, para que se possa acolher, o mais possível, pessoas com deficiência no seio do mercado de trabalho", referiu.

Nos casos em que a inclusão no mercado de trabalho não seja o mais viável, o Governo defende "soluções no sentido de que estas pessoas possam desenvolver atividades socialmente úteis e em que lhe possam dar alguma compensação monetária", apontou, referindo ainda a educação como outra das linhas estratégicas a seguir.

Fonte: TSF

 

 

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Estratégia europeia para a deficiência em consulta


Braga

A revisão da ‘estratégia europeia para a deficiência 2010-2020’ está em consulta pública, mas volvidos mais de cinco anos da sua aprovação e implementação há instituições que trabalham na área da deficiência que desconhecem a própria estratégia e a consulta em curso.

Para combater este desconhecimento, a delegação de Braga da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) promoveu ontem um debate para o qual desafiou outras entidades que trabalham na área da deficiência e que se juntaram na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

A coordenadora da Acção Social da delegação de Braga da ACAPO, Ana Paula Amorim, lembra que qualquer cidadão pode dar o seu contributo.
“Achamos que não se devia deixar passar ao lado e motivar as pessoas para falar da estratégia e das políticas de deficiência a nível europeu e nacional, incentivando-as a deixar o seu contributo no questionário disponível on-line” explicou Ana Paula Amorim às cerca de três dezenas de participantes no debate de ontem.

A técnica da ACAPO considera que esta auscultação “é uma boa prática” e referiu que a instituição se disponibilizou a prestar apoio aos seus sócios e utentes para o preenchim
ento do questionário.
À ACAPO, juntaram-se a Associação para Inclusão e Apoio ao Autista (AIA); a Associação Portuguesa de Deficientes (APD); a ACARE?e ‘Pais em Rede’, entre vários cidadãos.

A presidente da AIA, Ana Paula Leite, defende que “deveria haver mais iniciativas para divulgar a própria estratégia europeia para a deficiência” e sustenta a necessidade de um debate à escala nacional, auscultando, sobretudo, as necessidades das entidades e associações que trabalham com este tipo de população.

O debate de ontem mostra que há um desconhecimento da própria estratégia e da consulta pública que está em curso, mesmo da parte de associações que trabalham na área da deficiência.
Ana Paula Leite considera que, em matéria de deficiência, “tudo o que seja informar, sensibilizar e alertar é positivo”.

A estratégia europeia tem como principal objectivo capacitar as pessoas com deficiência para que possa usufruir de todos os seus direitos, mas a constatação é que ainda há muito a fazer no terreno.
A consulta pública está disponível através do link https://ec.europa.eu/eusurvey/runner/c29a28c8-9a4b-cada-17ba-f81c55580c51?surveylanguage=pt

Fonte: Correio do Minho

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Deficientes com desconto de 75% nos bilhetes de comboio

Resultado de um acordo entre o Instituto Nacional para a Reabilitação e a CP. Acompanhantes também vão ter redução no preço do bilhete

 


CP (Lusa)

As pessoas com deficiência vão beneficiar de um desconto de 75%, nas viagens de comboio.

O desconto vigorará nos bilhetes de segunda classe, através de um acordo a assinar esta sexta-feira, entre o Instituto Nacional para a Reabilitação e a CP.

Os acompanhantes das pessoas com deficiência vão também poder beneficiar de um desconto de 25% nas viagens, segundo um comunicado do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS).

O “Desconto para Pessoas com Deficiência” prevê que “os cidadãos com deficiência possam beneficiar de um desconto de 75% na compra de títulos de transporte para realizar viagens, em qualquer percurso em segunda classe, dos comboios Alfa Pendular, Intercidades, Regionais, Inter-regionais e Urbanos da CP”, adianta o ministério.

A iniciativa tem como objetivo garantir às pessoa com deficiência, a igualdade de oportunidades a que têm direito, procurando minimizar as desvantagens resultantes das suas incapacidades, nomeadamente, as relativas à sua autonomia e mobilidade.

A medida, com um prazo de um ano, sendo renovável sucessivamente por iguais períodos, abrange as pessoas com deficiência com um grau de incapacidade igual ou superior a 80%, e os deficientes das Forças Armadas.

    "Relativamente ao protocolo anterior com a CP, alterou-se o paradigma que privilegiava o desconto ao acompanhante, em detrimento da pessoa com deficiência (25%), que agora vê este valor aumentado para 75%”, adianta o Ministério, numa nota enviada à agência Lusa.

Outra das “grandes alterações” em relação ao protocolo anterior é o alargamento deste benefício a todos os comboios da CP, “o que contrasta com a situação anterior, em que só eram consideradas as viagens de longo curso”.

Na base deste acordo estiverem os princípios orientadores do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), que se baseiam “na garantia de igualdade de oportunidades, no combate à discriminação e na valorização das pessoas com deficiência” e o compromisso da CP com “o desenvolvimento de uma política de cidadania empresarial, nomeadamente em matéria de responsabilidade social”.

A medida teve também em consideração as orientações e recomendações da União Europeia, as medidas aplicadas por outros Estados-membros nesta área, e a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Prestação social única para a deficiência

A secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, disse, na quinta-feira que o Governo pretende criar durante o primeiro semestre do ano a prestação social única na área da deficiência.

Fonte: TVI 24

 

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OE2016: Nova estratégia para deficiência ou incapacidade

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O Governo vai criar uma "nova estratégia nacional para a deficiência ou incapacidade", que inclui quotas de contratação, formação e promoção de emprego, de acordo com a proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE).

Segundo o documento, hoje entregue pelo Governo na Assembleia da República, o Governo vai assumir como recomendações basilares os princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, e as conclusões de um Livro Branco para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, a desenvolver nesta legislatura.

Nas medidas para este ano, de acordo com o OGE, o Governo vai definir uma estratégia, "envolvendo os diferentes atores", no cumprimento das quotas de pessoas com deficiência no setor público e privado.

E vai apostar nas ações de formação profissional e no aumento da oferta de estágios profissionais.

No OGE o Governo compromete-se também a avaliar e reformular as prestações sociais, estudando as vantagens de um modelo de prestação única para a deficiência/incapacidade.

A prestação, diz-se no documento, incluiria "uma componente dependente do rendimento do agregado e do grau de incapacidade da pessoa, e uma componente variável e em atualização, respeitante às despesas do agregado com a reabilitação, educação e /ou vida independente".

Nas medidas constantes no OGE preconiza-se ainda a regulamentação do Código do Trabalho, para promover o emprego de pessoas com deficiência ou incapacidade, a aposta "numa escola inclusiva", o combate à violência e discriminação contra pessoas com deficiência e incapacidade, e a promoção da participação política e do acesso a cargos dirigentes de pessoas com deficiência ou incapacidade.

E a implementação do programa "Territórios Inclusivos" (no âmbito de apoio comunitário) e em articulação com as autarquias.

Noticias ao minuto

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Esta iniciativa defende os direitos civis das pessoas com deficiência e pretende dar a estas pessoas uma liberdade de escolha e de controlo sobre o seu quotidiano, permitindo-lhes, entre outras coisas, escolher o sítio onde querem viver ou a contratação de um assistente pessoal, para os auxiliar no dia-a-dia em prol de uma vida mais autónoma.

O vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, salientou que esta data “é um dia onde chamamos à atenção da comunidade” e acrescentou que “todos temos direito à nossa vida. Temos de pensar no significado de cada pequeno ato que fazemos”.

Para além do vereador, também estiveram presentes na sessão Diogo Martins, presidente da direção do Centro de Vida Independente, e a jornalista Vera Moutinho, moderadora do debate sobre o direito à Vida Independente que contou com a presença de alguns deputados.

Fonte: CM Lisboa

A UDF – União do Deficiente Forum apoia e partilha esta nobre ação de um dos seus fundadores, Eduardo Jorge!

Greve de fome pelo direito a uma VIDA INDEPENDENTE 7 de outubro em frente à Assembleia da República

Irei estar em frente à Assembleia da República a partir do dia 7 de outubro, com o apoio do Movimento (d)Eficientes Indignados, a realizar greve de fome até forças o permitirem e ser humanamente possível com a finalidade de alertar os nossos governantes para a falta de dignidade que todas as pessoas com deficiência dependentes de 3ºs vivem no nosso pais. Exigimos o direito a uma digna e independente.

http://2.bp.blogspot.com/-EmobIxGZPfI/Ukvdg85_MRI/AAAAAAAAGoU/en0CLB9msKY/s1600/Greve+de+Fome.jpg

      Segundo Adolf Ratzka, fundador e Director do Instituto de Vida Independente, "Vida Independente é uma filosofia e um movimento de pessoas com deficiência que trabalham para a autodeterminação, igualdade de oportunidades e respeito por si próprio. Vida Independente não significa que queiramos ser nós a fazer tudo e que não precisamos da ajuda de ninguém ou que queiramos viver isolados. Vida Independente quer dizer que exigimos as mesmas oportunidades e controlo sobre o nosso dia-a-dia que os nossos irmãos, irmãs, vizinhos e amigos sem deficiência têm por garantidos. Nós queremos crescer no seio das nossas famílias, frequentar a escola do bairro, trabalhar em empregos adequados à nossa formação e interesses e constituir a nossa própria família.

Visto sermos os melhores peritos nas nossas necessidades, precisamos mostrar as soluções que queremos, precisamos de estar à frente das nossas vidas, pensar e falar por nós próprios – tal como qualquer outra pessoa. Com este fim em vista nós temos de nos apoiar e aprender uns com os outros, organizarmo-nos e trabalharmos por mudanças politicas que conduzam a uma protecção legal dos nossos direitos humanos e cívicos.

Nós somos pessoas profundamente comuns partilhando a mesma necessidade de se sentirem incluídas, reconhecidas e amadas.

ENQUANTO ENCARARMOS AS NOSSAS INCAPACIDADES COMO TRAGÉDIAS, TERÃO PENA DE NÓS.

ENQUANTO SENTIRMOS VERGONHA DE QUEM SOMOS, AS NOSSAS VIDAS SERÃO VISTAS COMO INÚTEIS.

ENQUANTO FICARMOS EM SILÊNCIO, SERÃO OUTRAS PESSOAS A DIZER-NOS O QUE FAZER.”

Todos sabemos que a maioria das pessoas com deficiência não podem viver sem assistência pessoal. Se não têm condições econômicas para contratar cuidador e ou familiares que lhe possam dar assistência, ficam fechados em casa ou despejados em lares a viver condições de vida infra-humanas, como por exemplo:

– A Maria da Luz que depois de um acidente que a deixou tetraplégica é obrigada a viver num lar de idosos e afastada do seu filho, cuja maior dor é não poder acompanhar o seu crescimento e educa-lo como a maioria das mães;

– O Eduardo Jorge que ficou com a sua bexiga inutilizada para sempre por não ter um cuidador que lhe realizasse esvaziamentos de 4 em 4 horas;

– O Nelson Mendes totalmente dependente que é obrigado a passar todas as noites, fins-de-semana e feriados, sozinho num bairro problemático de Lisboa porque só existe apoio domiciliário de dia e durante a semana;

– O Cláudio Poiares que vai ser obrigado a abandonar a sua casa e separar-se da sua mulher e filho porque não consegue apoio domiciliário 7 dias por semana e não tem condições monetárias para pagar cuidadores;

– O Carlos Pinto que depois da população da sua aldeia se ter unido e lhe adaptado a sua casa na aldeia onde viviam muito feliz na companhia da sua mãe, foi obrigado a ser institucionalizado por motivos de doença da sua mãe, sua cuidadora;

– O Manuel Luis que foi obrigado a abandonar o seu lar, na aldeia, porque sua mãe e cuidadora faleceu e além disso ainda é obrigado a comparticipar institucionalização num serviço de cuidados continuados através da sua pequena reforma ficando sem dinheiro para despesas do seu dia-a-dia;

– Carol Soares que lhe é recusado pelo Apoio Domiciliário uma simples depilação e maquilhagem por técnicas entenderem que têm muito mais que fazer e que não é algo importante e útil;

– Célia Sousa que foi obrigada a entregar o seu bebé e ir para um lar porque não poderia pagar cuidador para ela e bebé com os € 197,55 que é o valor mensal da nossa reforma;

– Muitas mães e pais que deixam sua carreira e vida em suspenso porque são obrigadas a abdicar de tudo em prol do seu filho. Ou isso, ou deixa-los partir para uma instituição onde passarão a ser somente números…

O que existe é mau e ainda por cima tem de se pagar, como é o caso de lares inadequados, Apoio Domiciliário, CAOs, Cuidados Continuados e Programa de Famílias de Acolhimento.
 

 
Em Portugal só existem dois lares para receber pessoas com deficiência física, num só aceitam inscrições até aos 45 anos, e o outro é destaque nos órgãos de comunicação social por denúncias de maus tratos por parte dos seus clientes.
 
Além de serem inadequados ás nossas necessidades conseguir uma vaga num lar comparticipado pelo Estado é quase impossível como podem verificar AQUI.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A politica vigente é pela institucionalização em instituições sem qualidade e inadequadas.

O Estado e o utente gastam imenso dinheiro com programas, e em instituições inadequadas quando o mesmo dinheiro poderia servir para assegurar a continuidade das pessoas em suas casas, e no seu ambiente familiar, com outra qualidade de vida e dignidade. Seriamos nós a gerir as nossas vidas.

Valores pagos pelo Estado ás instituições para nos tirar do nosso ambiente familiar:

– Lares residenciais: €951,53 acrescido da nossa comparticipação que pode atingir os 85% dos nossos rendimentos, fora extras como fraldas, medicação, etc;

– Centro de Atividades Ocupacionais: €482,45 mais 40% dos nossos rendimentos;

– Familias de Acolhimento: €672,22 mais uma percentagem dos nossos rendimentos.

Chega-se ao cumulo de pagarem a uma família de acolhimento, que pode ser a nossa vizinha, para nos receberem e tirarem das nossas casas, mas nossa família se cuidar de nós recebe máximo de €177,79  que é o montante atribuído pelo Estado para 3ª pessoa, para já não referir que pensão social de invalidez é de €197,55 e suspensa caso nos casemos, pois como casal não poderemos usufruir valores superiores a €251,53.

Minha greve de fome terminará se os grupos parlamentares se comprometerem a apresentar uma lei de promoção da autonomia pessoal – vida independente.

Esta proposta de lei será discutida connosco e famílias de pessoas com deficiência, assim como demais organizações representativas de pessoas com deficiência.

 
Quem se quiser juntar à minha luta e quiser aparecer e me apoiar apareça a partir das 18h do dia 7 próximo. Todos seremos poucos para mostrar a nossa indignação.

 

 

 

 

 

 

 

 

Tirem vossas conclusões:

Estudo de Avaliação do Impacto dos Custos Financeiros e Sociais da Deficiência

Estudo da lesão vértebro-medular à inclusão social: a deficiência enquanto desafio pessoal e sociopolítico
Eduardo Jorge

 

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UMA LUTA DE TODOS.
 
 Esta é uma luta pela dignidade, pelo direito a viver.
 Apelamos a todos para nos acompanharem.
 O Eduardo Jorge luta por todos nós.
 Seremos muitos a estar com ele.

 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

fonte: https://www.facebook.com/dEficientes.Indignados?fref=ts

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Carta enviada aos grupos parlamentares sobre minha greve de fome    

Exmos Senhores
 
 O Estado Português subscreveu a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em 2009. A Convenção é muito clara:
 (…) “os Estados Partes comprometem-se a:
 a) Adoptar todas as medidas legislativas, administrativas e de outra natureza apropriadas com vista à implementação dos direitos reconhecidos na presente Convenção;”
 
 Passaram já 4 anos e o Estado não cumpriu o compromisso que assinou relativamente a inúmeros itens da Convenção, nomeadamente o estabelecido no Art.19º – Direito a viver de forma independente e a ser incluído na comunidade
 
 Neste Artº o Estado Português reconheceu “o igual direito de direitos de todas as pessoas com deficiência a viverem na comunidade, com escolhas iguais às demais” e comprometeu-se a tomar “medidas eficazes e apropriadas para facilitar o pleno gozo, por parte das pessoas com deficiência, do seu direito e a sua total inclusão e participação na comunidade, assegurando nomeadamente que:
 
 a) As pessoas com deficiência têm a oportunidade de escolher o seu local de residência e onde e com quem vivem em condições de igualdade com as demais e não são obrigadas a viver num determinado ambiente de vida;
 
 b) As pessoas com deficiência têm acesso a uma variedade de serviços domiciliários, residenciais e outros serviços de apoio da comunidade, incluindo a assistência pessoal necessária para apoiar a vida e inclusão na comunidade a prevenir o isolamento ou segregação da comunidade;
 
 c) Os serviços e instalações da comunidade para a população em geral são disponibilizados, em condições de igualdade, às pessoas com deficiência e que estejam adaptados às suas necessidades.”
 
 Recordamos ainda que na Lei n.º 38/2004,de 18 de Agosto sobre o regime jurídico da prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência, no Artigo 7.º – Princípio da autonomia, se define que a “pessoa com deficiência tem o direito de decisão pessoal na definição e condução da sua vida.”
 
 O que observamos, passados estes anos é que a política dos sucessivos governos tem-se orientado no sentido da institucionalização das pessoas com deficiência.
 
 O Estado em vez de criar condições para as pessoas com deficiência se manterem nas suas residências, no seu enquadramento familiar e social centra a sua intervenção na comparticipação de soluções orientadas para o desenraizamento social e afectivo destas pessoas.
 
 Comparticipa por ex. os lares residenciais com 951,53€ por utente internado e no entanto, se a mesma pessoa estiver em casa, com a sua família, a comparticipação máxima que poderá ter para contratar alguém para o assistir, é de 177.79€.
 
 Existe mesmo a situação paradoxal de ser possível financiar com 672,22€ uma família de acolhimento na casa ao lado da família, que nas melhores das hipóteses, tem direito a 177,79€ para cuidar do seu familiar dependente.
 
 É de notar que quer na situação de internamento em lares quer nas famílias de acolhimento, as pessoas com deficiência ainda têm de comparticipar com parte dos seu magros rendimentos.
 
 Esta situação é anacrónica quer do ponto de vista do bem-estar emocional e social da pessoa, quer ainda do ponto de vista da despesa do Estado. Uma solução que passe por pagamentos directos à pessoa com deficiência, dando-lhe meios que lhe permitam escolher entre a permanência na sua residência ou o internamento, poderá, no nosso ponto de vista, ser também uma poupança para as contas do Estado.
 
 O conceito de vida independente é a saída para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Estado quer na Convenção já referida, quer na legislação nacional existente. Cabe à pessoa com deficiência “o direito de decisão pessoal na definição e condução da sua vida.” Aliás, foi o próprio estado que na Estratégia Nacional para a Deficiência 2010-2013 (ENDEF) que inscreveu várias medidas que vão nesse sentido:
 
 Medida 63: Desenvolver projecto-piloto que cria o serviço de assistência pessoal.
 Medida 64: Executar o aumento da capacidade das residências autónomas (RA).
 Medida 66: Executar o aumento da capacidade do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD).
 
 Nenhuma destas medidas, que têm como prazo de execução este ano, foi executada de uma forma expressiva, não havendo sequer notícia do projecto piloto que criaria o serviço de assistência pessoal, um dos pilares da vida independente.
 
 Está na altura de passar das boas intenções à prática. É necessária uma lei de promoção da autonomia pessoal, à semelhança da que existe por ex. em Espanha, que garanta o direito a uma vida independente para as pessoas com deficiência.

No dia 7, a partir das 18 horas, Eduardo Jorge, tetraplégico, irá estar junto ao Parlamento em greve de fome para chamar a atenção da opinião pública e dos Srs. Deputados para a necessidade desta lei.

Quando os grupos parlamentares assumirem o compromisso de a apresentarem a greve de fome cessará.

 

Contamos com o apoio do seu Grupo Parlamentar para acabar com esta greve. A urgência desta lei parece-nos evidente.
 
 Eduardo Jorge
 Movimento dos (d)Eficientes Indignados   

Publicada por   Nós Tetraplégicos   em http://tetraplegicos.blogspot.pt/2013/10/carta-enviada-aos-grupos-parlamentares.html    Modificar mensagem

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Eduardo Jorge prepara greve de fome em frente à Assembleia da República

Eduardo Jorge, 52 anos, vive em Concavada, concelho de Abrantes, e a partir das 18h00 de segunda-feira, 7 de Outubro, promete que estará em frente à Assembleia da República onde dará início a uma greve de fome, aquela que diz ser, neste momento, a sua “única ferramenta” para lutar por uma vida independente e para ter direito a fazer escolhas.
Foi um acidente de carro, em 1991, que o deixou tetraplégico. Há mais de duas décadas dependente de terceiros, não se resigna às desigualdades e injustiças da sociedade e está determinado em lutar pelo direito a ter uma vida independente.
Entre as soluções possíveis defende os débitos directos das verbas que o Estado reserva para as intuições, uma forma de garantir a liberdade de cada um comandar as suas vidas. “Se existisse emprego também não seria necessário disponibilizar essa verba”, garante.

Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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Tetraplégico inicia esta segunda-feira greve de fome em frente á Assembleia da República

   

[/c]Eduardo Jorge de 52 anos, teve um acidente de viação em 1991. Nunca mais foi o mesmo, pois o estado não ajuda. Inicia greve de fome ao fim do dia de segunda-feira. O Eduardo não desiste. O acidente de viação há mais de 20 anos não o desmotivou da luta.
 Actualmente mora a 20km de Abrantes, pertence À coordenação Movimento (d)Eficientes Indignados, direcção da Associação UDF- União Deficiente Fórum, moderador do único fórum português sobre deficiência e administro o blog Tetraplégicos. Faz actualmente um estágio profissional no espaço TIC e apoio á comunidade pertencente á Junta de Freguesia da Concavada e está no 3º e último ano de licenciatura em Ciências Sociais/Serviço Social na Universidade Aberta.
O Eduardo vai iniciar amanhã, a partir das 18h, uma greve de fome. Queixa-se pela inércia do estado e pela fraca qualidade de vida que os deficientes têm.
 

O Tugaleaks entrevistou o Eduardo e ficou a conhecer um pouco mais sobre a sua luta e a luta dos restantes deficientes em Portugal.
 
 O que esperas com este protesto e o que vais levar contigo amnhã? Espero alertar o poder político/opinião pública para a necessidade de sermos nós a decidir as nossas vidas. Queremos uma vida independente e não sermos institucionalizados compulsivamente em lares imundos e ilegais onde passaremos a ser somente um número, como acontece atualmente.
 O que vou levar? Tenho seguido o meu coração e não me preocupado com muitos pormenores e pensamentos. Mas já separei: o edredão para me proteger das noites frias; uns metros de plástico para me abrigar da chuva, lençóis para forrar o colchão da cama, máquina de barbear…acho que é só. Comida não vai ser necessária, água compro por lá.
 
 Quando houve um protesto semelhante há alguns meses o Governo recuou em algumas medidas para os deficientes. Esperas que aconteça o mesmo desta vez? Espero tudo e vou preparado para tudo, inclusive morrer á fome. Quanto ao cumprir promessas ou não, teremos de aguardar se primeiro as fazem.
 
 Como surgiu esta ideia? Os grupos minoritários não conseguem facilmente passar a sua mensagem. As nossas “armas” são poucas. A greve de fome é uma delas. Nada premeditado. Para mim é uma “arma” como outra qualquer.
 
 Vais ter alguém contigo a acompanhar-te?A realizar greve de fome parece-me que não. Mas terei o apoio e presença como sempre de quem cuida de mim, Movimento (d)Eficientes Indignados como sempre, das Associações Mithós e UDF, Homens da Luta, Ana Figueiredo e muitos outros amigos da causa.
 
 No teu dia a dia, como tetraplégico, o teu modo de vida podia ser melhor se houvessem mais apoios do estado? se sim, quais? Sem dúvida nenhuma. Isto não é viver. Viver não é só respirar. Como já disse quero comandar a minha vida e não serem os outros a decidir por mim. A partir do momento que adquires ou nasces com uma deficiência e se não fores rico ou não tenhas quem cuide de ti, o teu destino é ser despejado num lar de idosos. Não me venham com a conversa de conjunturas, crises…não se trata disso. Pois o Estado tem €951,00 para pagar aos lares, mais €482,00 para centro atividades ocupacionais, fora a nossa comparticipação que pode atingir os 85% dos nossos rendimentos e dos nossos familiares, a questão não é falta de verbas. Existe também um programa de acolhimento familiar que Estado comparticipa com €672,00 acrescido de 60% dos nossos rendimentos mas cujo programa as nossas famílias não podem concorrer. Ou seja, pagam ao nosso vizinho para nos tirar das nossas casas ou és enviado para centenas de quilómetros do teu ambiente familiar. Existe também o apoio domiciliário onde o Estado gasta mais uns bons milhões de euros, mas para nós não serve. Só funciona durante as horas úteis semanais. Não existe nos fins-de-semana, feriados, noites e Domingos. Para dar um outro exemplo absurdo: Em Portugal só existem dois lares para pessoas com deficiência física. Um só aceita candidaturas até aos 45 anos e só entras se algum utente falecer, e outro lar desde 2008 que órgãos de comunicação denunciam maus tratos aos seus utentes. O que existe é pouco e mau.

 

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  Para concluir… Lutamos para que no lugar de comparticipar as instituições e nos obrigar a ser despejados em lares, para que o Estado nos atribua esses valores e crie estruturas sociais adequadas á nossas necessidades e sermos nós a decidir e a fazer as nossas escolhas. Desejamos continuar a viver no nosso bairro ou aldeia, frequentar a nossa escola ou faculdade, conviver com amigos de sempre e viver no nosso meio familiar e não ser obrigados a ir viver num lar sem condições a quilómetros da nossa casa.
 
 Se pudesses deixar uma mensagem ao actual Governo, o que lhes dirias? Senhores governantes (nosso Presidente da República, com todo o respeito que merece fica fora porque segundo ele está proibido de opinar): deixem-se de nos ignorar e olhar como coitadinhos e merecedores das vossas esmolas. Somos tudo menos isso. Estou muito bem resolvido quanto á minha deficiência. O problema é tudo o que me rodeia. Nós detestamos os peditórios de tampinhas e festinhas solidárias com artistas para termos direito a algo que nos pertence por direito e os senhores nos negam. Preferimos trabalhar do que receber os vossos míseros €197,00 que nos dão de reforma. Os senhores criam excelentes leis, mas esquecem-se de as fazer cumprir e punir infratores. Pois conhecem bem a lei de quotas de emprego que ninguém cumpre. Pergunto-vos também se não se equivocaram sobre os €88,00 que nos atribuem para pagar a alguém que cuide de nós? Será que esses €88,00 não eram para recebermos diariamente? Ninguém no seu juízo normal acharia que €88,00 seriam suficientes para pagarmos cuidadores para nos acompanharem 24h por dia. Alguns dos senhores até me parecem ser inteligentes. Mas… Enviei aos senhores uma comunicação onde explicava tudo isto tim-tim por tim-tim, e escrevia também que estou disponível para conversar e suspender a minha greve de fome caso me mostrem garantias de que estas situações não vão continuar e vão criar condições para termos uma vida digna e independente, caso contrário ficarei em greve de fome até morrer. Chantagem? Não, que ideia, os senhores não sabem o que é isso. Ah, mas nada de decidir sem nós. Nós sabemos o que queremos melhor que todos vós.
 
 Link para o evento no Facebook

Fonte: http://www.tugaleaks.com/tetraplegico-greve-de-fome.html

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Governo promete alterar regras de apoio financeiro às pessoas com deficiência

Publicado ontem às 22:04

O jornalista António Pinto Rodrigues falou com Eduardo Jorge, o protagonista desta ação

O governo prometeu hoje alterar as regras de apoio financeiro às pessoas com deficiência, a fim de lhes permitir uma maior independência. Foi desta forma que o Executivo reagiu à iniciativa de um tetraplégico que se preparava para realizar uma greve de fome em frente ao Parlamento.

  • O jornalista António Pinto Rodrigues falou com Eduardo Jorge, o protagonista desta ação

O Governo prometeu, esta segunda-feira, regulamentar em lei uma vida independente para os deficientes

Governo promete alterar regras de apoio financeiro às pessoas com deficiência
Global Imagens/Orlando Almeida

Agostinho Branquinho, secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, fez a promessa na sequência de um protesto por parte de um cidadão tetraplégico, esta tarde, frente ao Parlamento.
Em declarações à TSF, Eduardo Jorge, de 52 anos, explicou que começou a luta porque não quer que os deficientes tenham apenas como escolha serem «arrumados» em instituições.
Eduardo Jorge trabalha e pode escolher ficar em casa, mas a maior parte dos deficientes não tem escolha. Por isso, é por eles que luta: pelo direito a um apoio financeiro para quem não quer uma vida num lar.

fonte: TSF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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